Queridas(os) amigas(os) avassaladoras(res)...
O engraçado de escrever por aqui é exatamente o processo criativo que me envolve todas as semanas...Por diferentes razões encontro o sentido do que desejo transmitir nas mais variadas formas, maneiras e aromas...
De uma forma quase esquizofrenica me "parto" em duas bandas... a que escreve... sabia e eloquente e uma outra que lê invejosa e insegura.
Desde que começamos o blog, recebemos diversos tipos de manifestação sobre o que publicamos e curiosamente o que mais me intriga são as manifestações anonimas!
Fico imaginando o quanto minhas palavras atingiram o alvo ao ponto de fazer um individuo manifestar-se protegido pelo anonimato...Fico imaginando essa pessoa em sua zona de segurança enrolando as mãos com olhinhos malvados diante da telinha e dizendo baixinho... "hahahaha ela não sabe quem eu sou... consegui atenção dela! Ela vai pensar nas minhas palavras!..."
De fato, anonimos chamam muito mais a minha atenção do que outras pessoas visíveis... Penso ser por causa dessa minha sensação de onipotencia ... essa mania de ... você sabe... querer mudar as pessoas, o mundo...
Mas...
O que exatamente significam as mudanças para nós mortais? Para nós mulheres mortais?
Para Marcia Belmiro, psicóloga e coaching na matéria da Revista Cláudia de Março/2010 : "...o antídoto contra a estagnação é a criatividade. “Ser criativo é ter coragem de fazer o inesperado. Trata-se de uma competência que não se restringe ao campo das artes. Servir uma deliciosa refeição com as sobras da geladeira, por exemplo, é um ato criativo. Nascemos assim para sobreviver e podemos aperfeiçoar essa qualidade ao longo da vida”.
Lembrei-me das aulas de física no colegial... Dos objetos que estão na iminência de movimentar-se... das coisas que estão "quase" mudando de lugar mas continuam "paradas"... presas por minúsculos obstáculos invisíveis a olho nú!
Muitas vezes estamos dessa mesma maneira. Na iminência de... quase saindo da inercia... mas alguma coisinha microscópica não nos deixa sair do anonimato ...
"Na opinião da filósofa e psicanalista Viviane Mosé, a criatividade está ligada à ousadia, ao ânimo e, muitas vezes, é provocada por dificuldades externas, como perdas e desafios. “Criar é sair do estabelecido, da zona de conforto. Para isso, é preciso arriscar-se. Se você quiser saber se sua vida anda criativa, observe quanto de ação e quanto de espera existe nela”.
Arriscar-se... Mas o que é arriscar-se no mundo de hoje?
Trocar de emprego? de marido? de curso da faculdade?
Mudar o roteiro das ferias daquele hotel fazenda conhecido e ir para uma eco excursão desafiando os lençóis maranhenses? fazer rapel numa cachoeira ou pular de asa delta?
Hoje em dia , para mim... arriscar-se é tentar ser mais feliz do que disseram para gente que se poderia ser... E que nós acreditamos tanto que "perdemos a coragem de tentar".
A matéria da revista segue um rumo previsível mostrando exemplos de pessoas que ousaram na carreira, na vida amorosa e na vida pessoal. Todas com sucesso. Deveria ter mostrado alguém que fracassou, caiu.. se esborrachou no chão... mas se reinventou dentro de suas possibilidades... Não descobriu a curar o câncer, nem casou-se com um príncipe e vive eternamente feliz...Mas tem dias felizes normais com altos e baixos... e faz parte da vida com tudo de bom e ruim que se pode ter.
O engraçado de escrever por aqui é exatamente o processo criativo que me envolve todas as semanas...Por diferentes razões encontro o sentido do que desejo transmitir nas mais variadas formas, maneiras e aromas...
De uma forma quase esquizofrenica me "parto" em duas bandas... a que escreve... sabia e eloquente e uma outra que lê invejosa e insegura.
Desde que começamos o blog, recebemos diversos tipos de manifestação sobre o que publicamos e curiosamente o que mais me intriga são as manifestações anonimas!
Fico imaginando o quanto minhas palavras atingiram o alvo ao ponto de fazer um individuo manifestar-se protegido pelo anonimato...Fico imaginando essa pessoa em sua zona de segurança enrolando as mãos com olhinhos malvados diante da telinha e dizendo baixinho... "hahahaha ela não sabe quem eu sou... consegui atenção dela! Ela vai pensar nas minhas palavras!..."
De fato, anonimos chamam muito mais a minha atenção do que outras pessoas visíveis... Penso ser por causa dessa minha sensação de onipotencia ... essa mania de ... você sabe... querer mudar as pessoas, o mundo...
Mas...
O que exatamente significam as mudanças para nós mortais? Para nós mulheres mortais?
Para Marcia Belmiro, psicóloga e coaching na matéria da Revista Cláudia de Março/2010 : "...o antídoto contra a estagnação é a criatividade. “Ser criativo é ter coragem de fazer o inesperado. Trata-se de uma competência que não se restringe ao campo das artes. Servir uma deliciosa refeição com as sobras da geladeira, por exemplo, é um ato criativo. Nascemos assim para sobreviver e podemos aperfeiçoar essa qualidade ao longo da vida”.
Lembrei-me das aulas de física no colegial... Dos objetos que estão na iminência de movimentar-se... das coisas que estão "quase" mudando de lugar mas continuam "paradas"... presas por minúsculos obstáculos invisíveis a olho nú!
Muitas vezes estamos dessa mesma maneira. Na iminência de... quase saindo da inercia... mas alguma coisinha microscópica não nos deixa sair do anonimato ...
"Na opinião da filósofa e psicanalista Viviane Mosé, a criatividade está ligada à ousadia, ao ânimo e, muitas vezes, é provocada por dificuldades externas, como perdas e desafios. “Criar é sair do estabelecido, da zona de conforto. Para isso, é preciso arriscar-se. Se você quiser saber se sua vida anda criativa, observe quanto de ação e quanto de espera existe nela”.
Arriscar-se... Mas o que é arriscar-se no mundo de hoje?
Trocar de emprego? de marido? de curso da faculdade?
Mudar o roteiro das ferias daquele hotel fazenda conhecido e ir para uma eco excursão desafiando os lençóis maranhenses? fazer rapel numa cachoeira ou pular de asa delta?
Hoje em dia , para mim... arriscar-se é tentar ser mais feliz do que disseram para gente que se poderia ser... E que nós acreditamos tanto que "perdemos a coragem de tentar".
A matéria da revista segue um rumo previsível mostrando exemplos de pessoas que ousaram na carreira, na vida amorosa e na vida pessoal. Todas com sucesso. Deveria ter mostrado alguém que fracassou, caiu.. se esborrachou no chão... mas se reinventou dentro de suas possibilidades... Não descobriu a curar o câncer, nem casou-se com um príncipe e vive eternamente feliz...Mas tem dias felizes normais com altos e baixos... e faz parte da vida com tudo de bom e ruim que se pode ter.
Minha própria experiência fala de mudanças... muitas mudanças...Houve momentos na minha vida em que pensei ser anormal de tão inconstante que sou... mulher das marés altas e baixas... depois percebi que beiro a mediocridade da normalidade!
A única diferença é que gosto de mudar de rumo... quase sempre. Detesto marasmo e quando percebo a calmaria se aproximando tento balançar meu barquinho...Só para ter uma ideia comecei minha primeira carreira como bióloga fazendo pesquisa sobre doenças tropicais na FIOCRUZ... Depois que o chefe da pesquisa, Dr Osvaldo Garcia Sandia faleceu atropelado em frente ao Ministério do Exercito ( na época) na Av. Pres. Vargas e a Fiocruz não colocou nem mesmo uma misera linha sobre seu falecimento... abandonei a ciência!
Fui a um salão de beleza e pintei as unhas com um esmalte bem vermelho ... Encontrei numa festa com uma amiga que não via há tempos... ela trabalhava em um banco e me perguntou se eu queria uma vaga.
Topei. Dá pra acreditar!
Em dois meses no tal banco , saiu um concurso interno para trainee de gerente. Me inscrevi, fui para seleção e passei.... (rindo muito de tudo isso!)... das 5 vagas existentes para todo Brasil uma era minha!
Com 4 anos de banco mais uma mudança ... Virei gerente geral. Era super divertido e desafiador pois sempre mudava de agência, de bairro, funcionários e clientes diferentes...Cheguei a pensar que era o trabalho ideal... a cada 3 anos no máximo uma mudança!
Ai veio a Copa do Mundo e exatamente no dia seguinte a vitoria do Brasil contra Holanda recebemos a noticia em uma reunião. O banco foi vendido para um multinacional.
Pensei. Otimo! Já estava pensando em mudar de novo... estava tudo muito chato e repetitivo... mas ... parei de achar divertido porque as pessoas também pararam de se divertir....estava chatíssimo!Caretaço!!!!
Durante as reuniões a única coisa que eu lembrava era de um verso da musica Eduardo e Monica da Legião Urbana : "festa estranha, que gente esquisita..."
Meu maior pavor era transformar-me em um deles!
Sabia que meu tempo de mudança se aproximava novamente... Comecei uma nova faculdade ... psicologia clínica e me apaixonei de novo... pelo existencialismo... pelos filósofos... e finalmente pela psicanálise.
Graças uma intrigante trama consegui ser desligada do banco ( igual a uma maquina mesmo!)...
Terminei minha graduação. E clínico ... mas já estou sentido o cheirinho sedutor das mudanças se aproximando de mim...
Um aroma de sedução... próxima da aposentadoria... já estou começando uma nova empreitada comercial... e me divertindo muito!
Enfim... quem quer pegar onda num mar paradão? que graça tem pular de para quedas num céu sem uma brisa sequer?
Lembre-se do velho ditado: Na vida tudo é passageiro, menos o motorista"... eu completaria que só é passageiro aquele que permite que alguém dirija sua vida...
Pegue o volante agora mesmo! vamos lá... resgate-se do marasmo...
Reinvente-se!
Mude o corte de cabelo, a cor... o estilo... Peça uma comida diferente no restaurante... vá fazendo coisinhas diferentes a cada dia... e se não gostar, tenha o prazer de voltar a fazer o de antes... por escolha, por prazer da escolha...
Pedro Bial
Composição: Edson Marques
Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
SÓ O QUE ESTÁ MORTO NÃO MUDA!


1 comentários:
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