Queridas amigas avassaladoras...
Esta foi uma semana especial. Recebi o email de uma amiga avassaladora muito angustiada vivendo “verdadeiro inferno” nos últimos 2 anos.Nos questiona sobre sua impotência e sentimento de frustração diante do fim de um casamento de 25 anos.
Vamos nomear nossa leitora de Laura ( como sempre) e seu consorte(ou com azar?) de Edgard.Vamos ao resumo da opereta:
Laura e Edgard viviam um casamento feliz, num bairro feliz, num condomínio feliz e colorido. Edgard assumido Workholic, fazia a linha trabalho X casa. Laura por sua vez, modelo de esposa e mãe, dedicou-se integralmente ao casamento.
Deixou seu trabalho, amigos, etc. e tal para estar 100% integrada ao maridão Edgard. Ajudou-o a crescer no empreendimento familiar. Construíram um patrimônio juntos e uma vida de dar inveja.
De repente....(será?) do nada surge uma qualquer ameaçando e falando absurdos para Laura. Esta megera destruiu seu casamento feliz chantageando Edgard. A megera de baixo nível falava coisas que Laura não conseguiu repetir... Que fazia isso e aquilo outro com o Edgard e dava gargalhadas de uma mulher possuída por mil demônios gritando “ Família feliz, tudo mentira hahahaha, eu que sei da família feliz hahaha”
O castelo de Laura desmoronou.
Agora, ela tenta recompor-se. Esta fazendo novas amizades. Voltando aos poucos a trabalhar. Já esta na academia fazendo exercícios. Esta tentando resgatar-se deste redemoinho que a envolveu nos últimos 25 anos... e Edgard?
Ronda a vida de Laura qual cachorro que caiu de caminhão de mudança pedindo para ser aceito de volta e todo discurso do “não faço nunca mais”.
Depois que li a Historia de Laura e Edgard, fiquei pensando como abordaria a situação.
Enfim...
Levei minha mãe para sessão de fisioterapia... essas coisas demoram...Dei voltas ao redor da clínica, fumei um cigarrinho, coca cola zero goela a baixo... Sentei na sala de espera minúscula e comecei a folhear um exemplar velho da Revista Época (edição 622).. e sabe qual era a capa?
Esta foi uma semana especial. Recebi o email de uma amiga avassaladora muito angustiada vivendo “verdadeiro inferno” nos últimos 2 anos.Nos questiona sobre sua impotência e sentimento de frustração diante do fim de um casamento de 25 anos.
Vamos nomear nossa leitora de Laura ( como sempre) e seu consorte(ou com azar?) de Edgard.Vamos ao resumo da opereta:
Laura e Edgard viviam um casamento feliz, num bairro feliz, num condomínio feliz e colorido. Edgard assumido Workholic, fazia a linha trabalho X casa. Laura por sua vez, modelo de esposa e mãe, dedicou-se integralmente ao casamento.
Deixou seu trabalho, amigos, etc. e tal para estar 100% integrada ao maridão Edgard. Ajudou-o a crescer no empreendimento familiar. Construíram um patrimônio juntos e uma vida de dar inveja.
De repente....(será?) do nada surge uma qualquer ameaçando e falando absurdos para Laura. Esta megera destruiu seu casamento feliz chantageando Edgard. A megera de baixo nível falava coisas que Laura não conseguiu repetir... Que fazia isso e aquilo outro com o Edgard e dava gargalhadas de uma mulher possuída por mil demônios gritando “ Família feliz, tudo mentira hahahaha, eu que sei da família feliz hahaha”
O castelo de Laura desmoronou.
Agora, ela tenta recompor-se. Esta fazendo novas amizades. Voltando aos poucos a trabalhar. Já esta na academia fazendo exercícios. Esta tentando resgatar-se deste redemoinho que a envolveu nos últimos 25 anos... e Edgard?
Ronda a vida de Laura qual cachorro que caiu de caminhão de mudança pedindo para ser aceito de volta e todo discurso do “não faço nunca mais”.
Depois que li a Historia de Laura e Edgard, fiquei pensando como abordaria a situação.
Enfim...
Levei minha mãe para sessão de fisioterapia... essas coisas demoram...Dei voltas ao redor da clínica, fumei um cigarrinho, coca cola zero goela a baixo... Sentei na sala de espera minúscula e comecei a folhear um exemplar velho da Revista Época (edição 622).. e sabe qual era a capa?
COMO SALVAR SEU CASAMENTO:
Em seu novo livro, a autora do Best seller COMER,REZAR,AMAR, dá sua receita para uma união feliz e duradoura.

Ops... Como assim, uma receita?
Logo na abertura da matéria assinada por um casal(?) Ivan Martins e Kátia Mello deparo com a declaração do psiquiatra Alfredo Simonetti: “o sofrimento de viver a dois”:uma luta diária contra natureza humana, que , ao mesmo tempo que atrai as pessoas para vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades da vida a dois.”
Fiquei imaginando: Será que o problema é a descoberta? O ser desmascarado?Será que todos respeitariam se não soubessem de nada?
Vamos em frente:
Em outro trecho a reportagem destaca “ Elizabeth Gilbert, de 40 anos, autora do super best-seller Comer,rezar, amar. Nesse livro de 2006, que vendeu 7,5 milhões de cópias e foi traduzido para 30 idiomas, ela conta como rompeu um casamento juvenil desastroso, passou por um divorcio nauseante,mergulhou em depressão, viajou pelo mundo para tentar juntar seus próprios pedaços e , ao final dessa jornada quase épica ,tendo jurado nunca mais se casar, se apaixonou em Bali, na Indonésia por um charmoso expatriado brasileiro, 17 anos mais velho que ela, apresentado no livro como Felipe – e que segundo o jornal The New York Times chama-se na verdade Jose Nunes.”
É uma boa saída. Viajar por ai, apaixonar-se por alguém charmoso e interessante. Escrever um livro que virará Best seller e vender os direitos ao cinema.(Na telona a escritora será interpretada por Julia Roberts).
Mas a realidade aqui , neste momento é bem outra. Os modos de sublimação mais próximos nem sempre são tão felizes e eficazes quanto o que Gilbert encontrou.
Mais a frente na reportagem leio algo mais próximo da realidade:
“O psiquiatra Simonetti , autor do livro O nó e o laço-Desafios de um relacionamento amoroso, é um deles. Ele acredita que o fator isoladamente mais importante para evitar a separação dos casais é , justamente, aprender a ser sozinho.”Se a pessoa aprende que ela sobrevive sozinha, o outro passa a ser um companheiro de jornada, e não uma necessidade absoluta”,diz ele.”Caso contrario, ela vai tentar prender o outro. É um paradoxo.”
Já Michelle Weiner-Davis diz: “Fomos educados para acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos e cuidar um do outro, é ser fiel.”
Miriam Goldberg antropóloga brasileira respeitada mundialmente concorda com Weiner-Davis e completa:
“A fantasia romântica destrói qualquer possibilidade de casamento. É preciso ter uma visão critica daquilo que se vê nos filmes e se lê nos romances. A vida real não sustenta fantasias.
Ok?
Então para onde vão os conselhos que nos direcionam para “mantenha a fantasia romântica”...O que vamos fazer com nossas vidas de “mulheres apaixonadas”?
Um dado importante está em destaque na revista:
“Como as mulheres são responsáveis por 72% dos pedidos de separação, é importante atentar para subjetividade delas. "
Para Goldberg essa subjetividade é: "Sentir-se desejada é um imperativo da cultura feminina brasileira. As mulheres se separam por isso e traem menos por isso.Tem de provar que são desejadas, sensuais, bonitas. Assim se sentem valorizadas. "
Ai ficou muito confuso para mim... Quase tentei desenhar!
Por que TEM que alguma coisa? Esse ter que sentir-se assim ou assado não está dentro das fantasias que destroem os casamentos?
Esse sentimento de bem querência deveria ser consequência natural de uma vida impregnada de realidade... ou não?
A revista traz um daqueles quadrinhos em destaque com dados estatísticos sobre separações e surpreendentemente a faixa que mais pede divórcio e/ou separação é das mulheres na faixa dos 40/44 anos. Interessante!
Nessa faixa estamos mais amadurecidas e com uma coragem serena de mudar rumos.Ainda dá tempo de amar novamente!
Outro quadradinho fala o seguinte:
6 CONSELHOS QUE PODEM AJUDAR.Vamos poupar nossos leitores dessa receita. Somos partidárias na máxima que diz: Conselho se fosse bom , ninguém dava, vendia!
O fato é que mulheres como Laura vivenciam todos os dias situações assim. Estão na faixa dos 40/50 anos se descobrem traídas em todas as esferas ( traição não é só a chifrada básica, pode ser na má gestão das finanças do casal também!).
De tudo o que li, posso repassar como de bom auguro:
“ Se a pessoa aprende que ela sobrevive sozinha, o outro passa a ser um companheiro de jornada, e não uma necessidade absoluta.”
E outra:
Contra mal caratismo não há receita que resolva. Dá muita raiva mesmo! O problema maior é digerir tudo , desopilar o fígado... Viver o luto de uma ilusão de 25 anos e seguir em frente!
Nota: Nos temos uma versão tupiniquim com um nome menos “classudo”, mas no final das contas o efeito é bem parecido. Um blog e um livro sob o titulo : SUA EXCELENCIA , O CANALHA por Rozane Monteiro. Jornalista os 43 anos( na faixa da pesquisa) escolheu uma maneira divertida de sublimar seu chapéu de touro. Espero que vire especial da Globo.
Ou ainda:
Ter coragem de recompor o casamento sem ouvir o falatório e opiniões alheias. Afinal o chapéu de touro é seu. Faça com ele o que quiser e melhor convier! Mas seja qual for sua decisão, que ela seja sua e de mais ninguém!
Lembre-se: A decisão de ficar, voltar ou seguir deve ser sua e sem influencia de filhos, sogros e amigos. Lembre-se sempre de que é você a maior interessada em sua própria felicidade.
Assistam ao trailer do filme Comer,rezar,amar disponível no You Tube:


2 comentários:
Nossa, fantastica reportagem... adorei mesmo!
Uma reflexao completa dos fatos e me fez pensar muito em coisas que me pareciam primordiais!
Parambens!!!
bem criativo seu blog!!Parabéns!!
se quiser, acesse o meu: http://artegrotesca.blogspot.com
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